segunda-feira, 3 de agosto de 2020
domingo, 5 de julho de 2020
As guerras, a cor, e “minha não violência”
O globo terrestre, uma das cenas mais icônicas do cinema político. O grande ditador
Em
tempo de pandemia, os livros, a televisão e a cama são companhias constantes.
Com isto, o documentário comemorativo dos 74 anos do “Dia D”, a operação
Overlord em1944 que mudou os rumos da 2ª Grande Guerra Mundial, possibilitando
a invasão da Normandia na França, focalizou a miséria sofrida pelos jovens
soldados causando mais de 10.400 mortes nos aliados em meio a erros e enganos
estratégicos. Mesmo assim, um pontapé inicial para a derrota de Hitler
liderando a Alemanha Nazista.
As
batalhas na África do Norte Francesa causaram mais de 10.000 mortes, números
repetidos e banalizados por alguns analistas da guerra. Se não bastasse a
existência dos campos de concentração e extermínios dos Nazistas, matando
milhões de civis e prisioneiros.
Adolfo
Hitler promoveu o maior leque de racismo de todos os tempos: de judeus, ciganos,
negros, homossexuais, deficientes físicos, comunistas e tudo mais que não fosse
raça ariana. Por isso, “os arianos tinham o direito de escravizar as raças
inferiores”.
Suponho
que os piores anos da guerra foram entre 1941 e 1942 com 43.381 civis mortos e
50.856 feridos onde os submarinos de Herr Hitler varriam os Oceanos Pacifico e
Atlântico. Em Cingapura, 85 mil homens
foram aprisionados e em Tobruk mais de 33 mil aliados foram presos. No inicio
uma derrota atrás da outra.
Em
abril de 1945, Hitler recebeu a noticia da morte de Mussolini. O momento era
lugubremente apropriado. No dia 30,“ Hitler almoçou calmamente com sua gente e,
ao final da refeição, trocou aperto de mão com os presentes e se recolheu ao
seu quarto. As 15h30mim ouviu-se um tiro
e os membros de sua equipe pessoal entraram no quarto, encontrando-o caído no
sofá com um revolve ao lado. Matara-se com um tiro na boca.” -Memórias da Segunda Guerra Mundial de Winston
Churchill, (Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura).
Não
só Hitler promoveu genocídios, flagelo humano, sofrimento, guerras e destruição
em massa principalmente de jovens e suas famílias: Mitos sem propósitos
humanistas, em busca da gloria pessoal como Napoleão Bonaparte, César Augusto,
Mussoline, Alexandre, e os mais sanguinários, Josef Stalin, Mao Zedong, Gengis
Khan, Hirohito, Leopoldo II etc. (AH aventuras na história, atrocidades e
crimes). Não analiso países, mais os líderes
criando ficções e envolvendo coletivos humanos para aventuras desastrosas.
Exemplifiquei
neste primeiro momento a miséria das guerras propiciando o deslocamento de 80
milhões de refugiados pelo globo, fugindo da escuridão de seus países de origem.
Agora falo sobre grandes heróis: homens que minimizaram o ódio do racismo
branco ou nego, religioso ou escravagista contra o apartheid na África do Sul
ou a liberdade da Índia.
“O
filho de José e de Maria nasceu como todos os filhos dos homens. Chorou porque
o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo”, disse José
Saramago.
As
raras atitudes humanas de “Minha não violência” só conheço em Gandhi, lutando
pela independência da Índia, do racismo da cor e das castas. Admirava Buda devido ao consequente amor
comprovado por todo tipo de vida e não meramente para com os seres humanos. Segundo
Jad Adams em “Ambição Nua.” Gandhi traduziu Satyagraha como “firmeza na
verdade”, seu lema politico e não “resistência passiva”, como muitos divulgam.
Dentre
estes, não podemos deixar de citar a saga de Nélson Mandela. Condenado a pena
de morte, depois revogado para 27 anos de prisão e libertado em 1990. Mandela:
“Dediquei minha vida à luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca e
a dominação negra. Meu ideal é o de uma sociedade livre e democrática em que
todas as pessoas vivam em harmonia com iguais oportunidades”. Ele conseguiu
algum sucesso na África do Sul, mas o resto do mundo continua uma cocha de
retalhos com todas as cores se digladiando.
Os
homens sempre viveram na era da pós-verdade. “O Homo sapiens é uma espécie da
pós-verdade, cujo poder depende de criar ficções nelas. Desde a Idade da Pedra,
mitos que se autorreforçavam serviram para unir coletivos humanos. Realmente o
Homo sapiens conquistou esse planeta graças, acima de tudo, à capacidade
exclusiva dos humanos de criar e disseminar ficções. Somos os únicos mamíferos
capazes de cooperar com vários estranhos porque somente nós somos capazes de
inventar narrativas ficcionais, espalhá-las e convencer milhões de outros a
acreditar nelas.”-Yuval Noah Harari.
Sempre
que políticos começarem a falar em termos místicos, tenha cuidado. Podem estar tentando
disfarçar e desculpar sofrimento real, escondendo-o sob palavras grandes e
incompreensíveis. Em especial, tenha cuidado com as seguintes quatro palavras,
sacrifício, eternidade, pureza, redenção. Se ouvir qualquer uma delas, faça
soar o alarme. E se caso você vive num país cujo líder diz rotineiramente
coisas como “Seu sacrifício vai redimir a pureza de nossa nação eterna”- saiba
que você está em grandes apuros.
Gil Mário
Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana / 2020
quarta-feira, 1 de julho de 2020
sexta-feira, 8 de maio de 2020
Feira de Santana, clima e pandemia em 2020
Foto:
Máscara do século XIV para proteção da peste Bubônica
Feira
de Santana é, sem duvida, uma grande cidade. Suas largas e pujantes avenidas
dividem a cidade promovendo entendimento de trajetória: Avenida Getúlio Vargas
e Presidente Dutra que são cortadas pela Avenida Senhor dos Passos e Avenida
Maria Quitéria.
Ruy
Barbosa apelidou Feira de Princesa do Sertão. Na realidade é o Portal do Sertão.
Bem sucedida no comércio, chega a ser a 33ª ou 34ª maior do país. Apaixonando
seus moradores, sua temperatura ultrapassa com facilidade os 22°C e beira os
38°C com frequência. No entanto, a progressão do clima que tanto preocupa
governos e cientistas no mundo todo com aumento de frequência de terremotos,
furacões, temporais, emanações toxicas como o carbono, vulcões e tsunamis entre
outras reações da natureza, passam ao largo de nossa cidade e seguem para
outros rincões.
Segundo
David Wallace-Well, autor do
livro “A terra inabitável” revela que o serviço de Levantamento Geológico dos Estados
Unidos – longe de ser um reduto de alarmismo, testou recentemente um cenário
climático extremo, onde tempestades de inverno atingiram a Califórnia
produzindo inundações de quinhentos quilômetros de extensão e mais de trinta
quilômetros de largura.
Em
2016, o celebre acordo climático de Paris, conclamou pelas nações do mundo para
não permitirem que o clima atinja os 2°C. A raça humana corre o risco de
extinção por ações predatórias – agressões à natureza conhecidas por
ecologistas e cientistas.
Pesquisadores
falam da existência de vírus pré-históricos retidos nas calotas polares. O
degelo pode liberar uma tragédia e nem sempre descobrimos sua origem. Em 2018,
Paul M. Romer ganhou o Prêmio Nobel compartilhado com William D. Nordhaus que
foi pioneiro no estudo do impacto econômico da mudança climática. O sofrimento
da humanidade estava previsto em decorrência do clima ou dos desconhecidos vírus.
Ninguém
previu um desastre econômico e humano tão destruidor causado por agentes
invisíveis – coronavírus – Covid 19 – de nível global só comparado com a peste Bubônica,
mesmo considerando a evolução dos tempos.
No século XIV, entre 1346 e 1353 a peste
Negra ou peste Bubônica devastou um terço da população do planeta. Só na Europa
60% da população morreu. Dizem que veio
dos genoveses, depois da guerra com os mongóis, viajando nos ratos e pulgas.
Entre outras, a gripe Espanhola, Ebola com histórico semelhante quanto ao
desconhecimento do controle. Agora em 2020, a pandemia do novo coronavirus - Covid 19, que não tem nenhum estudo
recente de combate, com reposta cientifica comprovada.
Como é uma guerra global onde o inimigo comum
é o vírus Covid 19, as nações não se digladiam entre si. Todos unidos em busca
das drogas ou vacina que barrem este desastre. Entre as respostas no fundo do
túnel a hidroxicloroquina ou associada com azitromicina
tem tido resposta favorável (sem confirmação cientifica).
A circulação de vírus entre continentes, hoje
facilitado pelo transporte aéreo é conhecido por todos. Na antiguidade muito
mais lenta, navegadores portugueses espalharam as gripes e varíola para os
indígenas, em troca os índios devolveram para a Europa, à sífilis (bactéria Treponema pallidum).
Artistas da época como Gauguin, Vincent van Goghe
foram contaminados e Manet faleceu.
A pandemia do Covid 19 também acometeu a politica
de estados brasileiros, que não tinham visibilidade nacional e se aproveitaram
para praticar os hábitos de ditadura, autorizando ate a guarda municipal de
prender civis em áreas públicas. Uma verdadeira manifestação de prepotência,
esquecendo o objetivo global. Até o Papa Francisco pediu que os políticos
esquecessem seus partidos e pensasse no povo.
Por tanto epidemias devastadoras sempre perseguiram
a humanidade de tempos em tempos. Além das pandemias, McPherson supõe que algo
como uma crise de alimentos ou colapso financeiro destruirá a civilização
primeiro, e no fim, o pânico. Com tudo, ajudado por Deus, o homem sempre dá a
volta por cima.
Gil Mário
Artista
Visual
Membro do
Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana
domingo, 20 de outubro de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
segunda-feira, 29 de abril de 2019
sexta-feira, 19 de abril de 2019
sexta-feira, 12 de abril de 2019
domingo, 17 de março de 2019
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
domingo, 27 de janeiro de 2019
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
sábado, 25 de agosto de 2018
Faleceu um dos mais respeitados intelectuais baianos
Na realidade um
intelectual do mundo globalizado, referência ao caráter e a carreira, aos atos
públicos e privados, “às qualidades e aos defeitos e, fortuna póstuma, educação
moral e outros qualitativos”. Segundo Norberto Bobbio: ”(...) afinal, somos
aquilo que pensamos, amamos, realizamos. E eu acrescentaria: somos aquilo que
lembramos. Além dos afetos que alimentamos, a nossa riqueza são os pensamentos
que pensamos, as ações que cumprimos, as lembranças que conservamos e não
deixamos apagar e das quais somos o único guardião . Que nos seja permitido
viver enquanto as lembranças não nos abandonarem e enquanto, de nossa parte,
pudermos nos entregar a ela”. Desta forma viveu e faleceu Professor Edvaldo,
aos 84 anos, escritor e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba),
Bacharel em direito e ciências sociais,
pela UFBA, mestre e Ph.D. em educação
pela Universidade Estadual da Pensilvânia State University
(EUA). Em 1996, ele assumiu a direção geral Jornal A Tarde e ocupava a cadeira 39 da Academia de Letras da
Bahia (ALB), desde 1971.Edvaldo Boaventura foi secretário de Educação e Cultura
da Bahia, por duas vezes, a primeira entre 1970 e 1971 e a outra entre 1983 e
1987. Presidiu a Academia de Letras da Bahia, e a trajetória de Educador foi
reconhecida pelo governo de Portugal, sendo condecorado com a Ordem da
Instituição Pública no Grau de Comendador, pelos serviços prestados à educação
e cultura nos dois países de língua portuguesa.
Várias
autoridades lamentaram o falecimento do professor, o governador da Bahia Rui
Costa, prefeito ACM Neto, Fernando Guerreiro Presidente da Fundação Gregório de
Matos, Léo Prates Presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Walter
Pinheiro secretário da Educação da Bahia, entre muitos outros. O prefeito
Colbert Martins Filho decretou luto oficial de três dias, no Município, em
virtude da morte do feirense Edivaldo Machado Boaventura. “Feira de Santana
perde um filho talentoso e muito querido, uma das nossas maiores personalidades,
sem dúvida. A Bahia e o Brasil deixam de contar com um dedicado e competente
educador, homem das letras, íntegro em toda a sua trajetória de vida pública”.
Para
mim e minha família foi um privilegio participar do convívio do professor Edivaldo,
desde o tempo de faculdade, onde minha tia Maria Lúcia Oliveira Angeiras, a
prima Maria José Oliveira (Beica), os amigos Antônio Navarro, o ex-deputado e
Secretário de Educação Romulo Galvão, ex-deputado Eliel Martins, todos colegas
da UFBA, de 1959. Meus pais Gilberto Menezes e Maria Cristina Menezes, eu e
Ligia tínhamos orgulho da sua amizade.
Edivaldo
Boaventura deixa esposa Solange do Rego Boaventura, a filha Lídia, o cantor e
ator Daniel e quatro netos. Era pai de Pedro Augusto, já falecido. Aqui está o homem que considerava a existência
de “Feira de Santana e o resto do mundo”. Amigos estão consternados com o
falecimento inesperado. Aproveito para externar meus sentimentos a família do
querido amigo.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
sábado, 10 de março de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Charles Perreault (1628-1703)
Graças
a prof.ª Nazaré Machado Mc Leod, conseguimos localizar o autor da fábula de “Chapeuzinho
Vermelho”: Charles Perreault (1628-1703) – escritor e poeta francês do século
XVII que estabeleceu as bases para um novo gênero literário o conto de fadas,
além de ter sido o primeiro a dar acabamento literário a esse tipo de
literatura, o que lhe conferiu o título de “Pai da Literatura Infantil”. As
suas histórias mais conhecidas são Le Petit Chaperon Rouge, Le Belle Blue e Le Petit Poucet.
Dessa forma e guardando as devidas proporções
tentamos unir artes visuais e literatura, aproveitando a ingenuidade da pintura
infantil que tanto emociona o observador.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
domingo, 14 de janeiro de 2018
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
domingo, 8 de outubro de 2017
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
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