segunda-feira, 23 de maio de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
A memória registrada nas praças e jardins
Os monumentos e esculturas marcam e registram fatos históricos
relevantes. Em uma comunidade agradecida a cidadãos que trabalharam pelo engrandecimento
de sua cidade identificado entre ciclos evolutivos merecem o destaque
para servir de exemplo para futuras gerações.
A qualidade de vida perpassa por bons exemplos e reflete na longevidade
alcançada nos novos tempos.
Suponho que Feira de Santana teve inicio na “cidade dormitório” ou
“entreposto comercial”, fenômeno ocorrido em decorrência da comercialização das
boiadas vinda do Nordeste para o Sul e vice-versa.
Primeiro os vaqueiros nordestinos encourados a caráter tocando as
boiadas nas trilhas em lugar das estradas. Depois o tropeiro abastecendo a
comunidade de víveres de primeiras necessidades.
Em monumentos considerados do “Ciclo do Couro”, o
feirense homenageou os dois heróis com fantásticas esculturas: “O vaqueiro”, localizado
no Campo do Gado e o “Tropeiro”, implantado no Centro de
Abastecimento.
A heroína feirense Maria Quitéria foi contemplada com uma escultura
criada por dois artistas, Luiz Humberto de Carvalho e Juraci Dórea, plantada no
cruzamento das avenidas Getúlio Vargas e Maria Quitéria - foi
temporariamente retirada para a construção de túnel do BRT.
Em 2007, o então prefeito José Ronaldo de Carvalho resolveu
homenagear o “Motorista Caminhoneiro” personagem marcante e responsável pela
segunda fase da evolução da “Cidade Comercial”.
Dos caminhões apelidados de pau-de-arara até as grandes carretas
modernas, dependeu desse incansável profissional para transportar todo tipo de
mercadoria necessária para abastecer o crescente comércio elevando Feira de
Santana à condição de trigésima terceira maior cidade do país.
Momento que fui convidado para realizar a parte artística da homenagem que
seria plantada no espaço da praça Jackson do Amaury.
O projeto teve a intermediação por parte da Prefeitura Municipal,
do arquiteto Arsênio Oliveira e do secretário de
Planejamento Carlos Brito, dando apoio institucional à criação
artística.
A ideia de escultura evoluiu para monumento devido às
dimensões sugeridas, transpassando sobre as duas pistas que rompem a praça
permitindo o tráfego por baixo do monumento. Suas dimensões externas
ficaram entre nove metros de altura e quarenta de comprimento nas extremidades
longitudinais.
O esboço foi refeito várias vezes até que a forma ideal pudesse
representar o personagem homenageado. A ideia básica ascende da abstração
formal em decorrência da busca das simbologias representativas de um caminhão e
não da realidade acadêmica “fotográfica do caminhão”.
Por fim surge a imagem de uma cabine ou “cavalo de força” como módulo de
tração de uma carreta executada em concreto armado ligeiramente inclinado para
frente como de costume nos exemplares e uma representação da roda ligeiramente
oval para induzir o observador ao movimento.
Em seguida foram criadas em aço carbono três vigas em semiarco
atravessando as pistas que dariam suporte a outros símbolos do caminhão
nordestino, uma faixa vermelha vazada com desenhos múltiplos típicos das
carrocerias de madeira dos nossos “paus-de- araras”. Finalmente foram
encrostados arcos na cor cinza nos formatos utilizados por várias das grandes
carretas para permitir melhor aerodinâmica contra o deslocamento do vento
devido à forma retangular das cabines.
No ano seguinte, 2008, o prefeito José Ronaldo volta a homenagear
outra grande personalidade feirense, Georgina Erismann, autora do Hino a Feira e
fui convidado a realizar uma escultura chamada “Liberdade de uma Poetisa”,
pelas formas de asa alçando voo, registrando a criação mais enaltecida de
Georgina quando elaborou o hino a cidade. Está localizada na avenida João
Durval Carneiro, em frente ao Boulevard Shopping. E assim os bons exemplos de
cidadania vão sendo registrados em Feira de Santana.
Publicado no Jornal Folha do Estado em 21/05/2016
Gil Mário de Oliveira Menezes
Artista Visual e Crítico de Arte
sábado, 12 de dezembro de 2015
Troféu Quem é Quem Feira de Santana 2015
Na foto Gil Mário ao lado de Antonio José e Kika Larangeira, durante a premiação "Quem é Quem Feira de Santana" promovido pelo jornalista Antonio José Larangeira, através do Jornal Tribuna da Bahia
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
Busto para João Ubaldo dia 10 em Itaparica
Caricatura
de João Ubaldo Ribeiro por Hugo
Grande atividade cultural na ilha com extensa programação: descerramento pelos familiares do busto do escritor João Ubaldo Ribeiro, lançamento da coletânea “Viva o Povo Brasileiro e João Ubaldo Ribeiro - Antologia” com organização de Dalva Tavares Lima e publicação da editora Edufba.
Também faz parte da programação um Monólogo Sargento Getúlio por Carlos Betão e o lançamento do cordel “O Homem que viu o Sorriso do Lagarto e disse Viva o Povo Brasileiro”, além de um Musical.
Destaque para exposição de artes visuais com participação de vários artistas feirenses. Estaremos lá.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
coluna de Oydema Ferreira - Jornal Folha do Estado
QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014
Oydema Ferreira
40 anos de jornalismo, ética e integridade
Gil Mário...
Gerado aqui, nascido em Salvador e residente em Feira de Santana,é um talento das artes feirenses, um artista plástico inovador com estilo próprio, que se fez referência entre os melhores da nova geração da Bahia e, um nome que tende a ser nacional quiçá internacional.
Ama Feira de Santana e nela vive onde encontra inspiração para suas lindas telas. Dono de um curriculum invejável continua simples,humano e grande homem.
Neto do saudoso Áureo de Oliveira Filho, ex-deputado estadual e fundador do extinto Colégio Santanópolis. Gil Mário é descendente de uma família rica de valores na história de Feira de Santana.
Falar sobre Gil Mário é confundir sua vida pessoal com seus pincéis, telas e criações e também, com obras de arte que compõem a paisagem feirense.
Gil Mário é um talento, uma pessoa especial e com Honra ao Mérito integra a galeria de “GENTE QUE BRILHA”, com muito brilho.
sábado, 4 de outubro de 2014
Homenagem a João Ubaldo Ribeiro
A heroína Maria da Fé,
de “Viva o povo brasileiro”, por Gil Mário
“A arte é uma forma de conhecimento.”
“Quem peca é aquele que não faz o que
foi criado para fazer.”
“– Povo do Arraial de Baiacu e de toda a terra de Vera Cruz!
– disse o capitão, a voz agora clara e cristalina, um martelo de araponga
retinindo por cima do rechinar da chuva e dos gritos de espanto abafados. –
Estamos aqui para prestar a última homenagem a um que haverá de servir de
exemplo a todos os que não curvam a cabeça à tirania, todos os que sonham com a
liberdade, todos os que aprendem, na luta de cada dia, a respeitar seu próprio
valor, todos os que dizem: abaixo o senhor e viva o povo! Viva o povo e a viva
a liberdade!”
“[...] Maria da Fé, ali brotada por artes incompreensíveis,
descasulada das vestes de um capitão mal-encarado como uma borboleta triunfante
[...]”
João Ubaldo Ribeiro, em Viva o povo brasileiro.
Gil
Mário mantém seu atelier na cidade de
Feira de Santana, onde exerceu a função de Professor Titular da Universidade
Estadual de Feira de Santana (UEFS) e dirigiu o Museu Regional de Arte de Feira
de Santana. Além da Especialização em Artes Visuais: Cultura e Criação constam
do seu currículo 106 exposições coletivas e 26
individuais nos principais centros culturais do país. São 40 anos de
atividade artística comemorados em 2014, com exposição individual na Galeria de
Arte Jenner Augusto, em Aracaju, Sergipe.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
sábado, 19 de julho de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Gil Mário expõe “Florestabilidade” em Aracaju
A Galeria de Arte Jenner Augusto, da Sociedade Semear, em Aracaju, abre sua temporada de exposições do ano de 2014, apresentado um conjunto de obras do artista visual baiano Gil Mário. O vernissage ocorre no dia 6 de maio.
A exposição é composta de onze trabalhos em
acrílica sobre tela nas dimensões 100 x 100 cm e dez infogravuras sobre placa
de PVC. A curadoria da mostra é de Ligia Motta, com coordenação geral de Cita Domingos.
O conjunto da obra é denominado de
“Florestabilidade”. O tema predominante é inspirado na flora e na fauna
brasileira e foi desenvolvido com a técnica da abstração formal, demonstrando
que “podemos utilizar as florestas e matas, sem, contudo, agredirmos a
natureza”, como considera o artista. Este conceito conservacionista permite ao
artista conciliar o belo, os cuidados com a ecologia e economia, ao estimular a
exploração sustentável.
Gil Mário comemora 40 anos de exposições
registrando em seu currículo 24 individuais, 106 coletivas nas principais
galerias do país. Sua formação acadêmica vem da Escola de Belas Artes da
Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ele é pós-graduado em Artes Visuais -
Cultura e Criação. Desta forma, vem desenvolvendo sua produção artística de
maneira contemporânea e estilo próprio, que caracterizam sua trajetória
ao longo de quatro décadas.
São os trabalhos deste artista que a Galeria de
Arte Jenner Augusto disponibiliza para visitação dos admiradores das artes
visuais no período de 6 de maio a 7 de junho de 2014.
A Galeria é localizada na rua Leonardo Leite, 148,
São José, Aracaju-SE. Informações pelo telefone (79)32145800 ou e-mail sociedadesemear@infonet.com.br.
O artista Gil Mario de Oliveira Menezes mantém para
pesquisa e maiores informações blog no endereço gilmarioom.blogspot.com .
segunda-feira, 17 de março de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Livro "Cinema Demais" de Dimas Oliveira
Projeto
da capa do livro “Cinema Demais” do jornalista Dimas Oliveira que será lançado no
mercado no inicio de 2014.
Sinto-me
honrado pelo convite de Dimas para ilustrar importante histórico do cinema em
Feira de Santana com registros desde o Cine Iris até áureos tempos do Cine Santanópolis.
Ricas
lembranças das matinées
nas tardes de segundas-feiras.
O
livro reúne pouco mais de 50 colunas contidas em um álbum de recortes
envelhecidos e atualizados para transformar neste excepcional livro de Dimas. Aguardamos ansiosos a publicação e o lançamento dos primeiros exemplares.
domingo, 17 de novembro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Casa Cor valorizando os profissionais da área
Casa
Cor Feira de Santana é uma exclamação só: não sabia que tínhamos este nível de
qualidade. Estou boquiaberto, ambientes e soluções de primeiro mundo. É a
valorização de nossos profissionais. Não só os profissionais: o mercado de
decoração, a construção civil, recursos elétricos, improvisação, profissional,
etc. Não existe espaço para amadores, os atuais recursos são tantos que requer
prática científica para o aproveitamento dos recursos oferecidos pelo atual
comércio.
Feira
se Santana surpreende pelo estágio que vem alcançando no mercado da construção
civil. Agora começa com afinco, com dedicação, contemplar também, o que se
considera classe “A”, apesar do momento do Brasil classe “C”.
Progredir
em todas as direções faz a diferença desta cidade é a Casa Cor Bahia extensão
Feira de Santana, vindo para provar que temos profissionais competentes nesta
área. Entre os 22 ambientes não tem como destacar os melhores. Citaria alguns
que conheço pela convivência das artes visuais, a exemplo da arquiteta Ana Cristina
Monteiro com o estar íntimo, nas cores sóbrias
e o preto e branco. Arquiteto Luiz Humberto destaca a história do famoso
arquiteto Amélio Amorim além da dinâmica da locação dos ambientes ocupando 1600
m². A equipe da arquiteta Inês Oliveira esnobou recursos computadorizados na
sua iluminação e jardins naturais em paredes internas. A Casanova marcou
presença com estilo. Destaco e parabenizo as designes Jane
Urbanetto, Fernanda Perez e Patrícia Souza pelo grande espaço
valorizando as artes visuais e pela sobriedade sem perder a inventiva
característica da designe no belo ambiente apresentado.
Gostaria
de registrar meu apoio a essa iniciativa valorizando a cidade e indicando novas
tendências existentes nesse segmento da comunidade. São trinta dias de completa
euforia entre convidados, clientes, artistas visuais, designes, arquitetos,
casas de decoração e construção civil, confundindo-se em qualidade com o
mercado da capital, Salvador. Resta-nos, parabenizar ao Boulevard Shopping pela
iniciativa sempre a frente do nosso tempo.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
GIL MÁRIO DE
OLIVEIRA MENEZES
CADEIRA Nº 18
Nasceu em Salvador, no dia 20 de março de 1947. Filho de Gilberto
Torres de Menezes e Maria Cristina de Oliveira Menezes.
Formou-se em Licenciatura em Desenho e Plástica pela UFBA e Educação
Física pela Escola Superior de Educação Física de Pernambuco. Em 2012 concluiu
a Pós- Graduação em Artes Visuais Cultura e Criação.
Foi Professor Titular da UEFS desde a sua fundação em 1976,ate a sua
aposentadoria em 2011. Professor da rede Estadual de Educação daBahia desde
1970, tendo aposentado 34 anos depois.. Foi membro da
Comissão de Implantação do Curso de Educação Física, assessor cultural do CUCA,
participou da implantação da Galeria de Arte Caetano Veloso, em Santo Amaro,
integrou a Comissão que transforma a galeria em Museu Galeria de Arte Caetano
Veloso, assinando como organizador o Catálogo Histórico, composto de todas as
obras do acervo museológico.
Participou do intercâmbio entre o Museu de Arte Moderna/Ba e o Museu
Regional de Arte de Feira de Santana, que resultou na exposição da coleção
inglesa em Salvador e coleção equivalente em Feira.
Elaborou como organizador, o catálogo do acervo do Museu Regional de
Arte de Feira de Santana. Foi curador da “Coleção Inglesa” do MRA/Feira,
representando o CUCA/UEFS na exposição “Coleções Brasileiras”, realizada no
Centro Cultural Banco do Brasil, de Brasília/DF. Em 2001 assumiu a Curadoria do
Museu Regional de Arte/CUCA/UEFS. Em 2002 foi membro da Comissão de Implantação
de Técnicas de Museus para AGENTES Culturais pela UEFS/CUCA. No mesmo ano
organizou o livro Cultura e Artes Plásticas em Feira de Santana pela UEFS.
Como crítico, assina a coluna Universo das Artes no Jornal Folha do
Estado.
Em 1975, expõe pela primeira vez, na “Novarte Bahia”, em Feira de
Santana. São 24 exposições individuais e 106 coletivas em 38 anos de exposições
pelo Brasil.
É membro da Academia de Educação e do Instituto Histórico e Geográfico
de Feira de Santana.
Gil Mário mantém seu atelier em Feira de Santana, onde pesquisa e materializa
seus projetos de artes visuais.
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