quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Feira de Santana é a cidade do presente e com um futuro de realizações

Foto: A fisioterapeuta Catarina Simões Menezes


Na véspera da passagem do ano – 2012 - almoçava no restaurante Ki Muqueca, uma das melhores moquecas de camarão do Estado da Bahia, com atenção especial do metre Jonas, quando Zé Coió afirmou: rapaz pensei que você estivesse de férias em Miami, imediatamente respondi que minha Miami é Feira de Santana.
O fato é que não faço viagens para fazer compras e se fosse viajar para o exterior escolheria Roma, Espanha e Paris. O meu perfil está mais ligado a gastronomia, história geral, museus, teatros, além de vontade de assistir a apresentação de uma ópera tradicional.
Mais o foco é Feira de Santana, uma cidade que agrega brasileiros de todos os estados nordestinos e outras plagas. Aqui emigrantes se apaixonam e vivenciam cada momento da cidade, que progride a olhos nus. Um shopping como o Boulevard de Edson Piaggio, uma avenida como a Getúlio Vargas se transformando em belo shopping a céu aberto, restaurantes para todas as idades e classes sociais como o Vivas de Iran e Ana Lybia, o Unique Caffé Lounge, para um fim de tarde com os amigos Jairinho e Bianca, além do Clube do Wisky e o tradicional almoço das sextas-feiras. Um almoço predominando carnes no Nova Brasa de Washington e Elissandra. O Mariposa do artista plástico Luiz Gomes. A juventude freqüenta o The King, de Zé Coió e Nengo.
A modernidade chega exigindo saúde e beleza e as academias de ginástica se proliferam para contemplar todas as idade e exigências como a prática de Pilates com Catarina Simões Menezes (fisioterapeuta requisitada). A demonstração de status reflete no padrão dos automóveis e camionetes de última geração, com representantes de todas as grandes marcas do mundo. A procura constante por residências classe “A”, que após lançamentos dos imóveis são totalmente adquiridos. Meus amigos Antonio Alencar e Alexandre Ottan que o digam.
A imprensa falada, escrita e televisiva é extremamente ativa e formada por queridos colegas e amigos. O Jornal Folha do Estado, informando a população com noticias diárias e colunas especializadas em arte e cultura. Este ano concedeu o Prêmio Folha do Estado a personalidades e empresários de sucesso.
A cidade permite a todo o momento encontrar amigos e profissionais que dispensam atenção especial. Recentemente conversando com o publicitário André Mascarenhas da Arte Capital, ele concordou, que Feira de Santana é a cidade que escolhemos para viver, mesmo que viagens a passeio sejam bem vindas.Temos Universidades para todos os anseios dos nossos filhos, apesar da pouca dedicação das mesmas ao não privilegiar os moradores da cidade. Um desinteresse que talvez seja em decorrência do grande numero de professores recém chegados de outros estados.
Os intelectuais desfrutam de varias academias: Educação, presidida pela professora Anaci Paim, Letras e Artes, pela professora Lélia Vítor Fernandes, Feirense de Letras por Eduardo Kruschewsky, o Instituto Histórico e Geográfico, presidido por Nantes Belas Vieira e muitas outras.
Quem define bem este amor inconteste por Feira de Santana é o nosso amigo, o intelectual cidadão do mundo, professor Edivaldo Boaventura, representando Feira e o Brasil como um todo, na Academia de Letras e no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, na Academia Brasileira de Educação e da academia Portuguesa da História. Portanto transitando com maior desembaraço por vários campos do saber centralizados no estudo humano. Por amor a sua cidade natal, ele estabeleceu que o planeta é dividido em dois: “o território de Feira de Santana,e o resto do mundo” .
Esta é uma cidade de muitos amigos e pouquíssimos desafetos, e meu avô, deputado Áureo Filho, dizia: “quem não têm inimigos é por que não toma posições definidas”. E assim Feira de Santana do ex-vereador Alberto Oliveira que empresta o seu nome ao estádio Jóia da Princesa, vem se constituindo uma verdadeira paixão pelos seus moradores.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

VERNISSAGE DE ROSALICE AZEVEDO E GIL MÁRIO NO RESTAURANTE VIVAS


Foto: Série Filotes de Rosalice Azevedo
Foto: Vegetação Nordestina de Gil Mário
Nesta quarta-feira, dia 14, das 19 às 21 horas, no Restaurante Vivas, com curadoria de Ligia Motta, acontece abertura da exposição dos artistas Rosalice Azevedo e Gil Mário, dois artistas que dispensam comentário por se destacarem nas artes plásticas feirense. Rosalice Azevedo é formada em Artes Plásticas pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), possui um vasto currículo, que engloba atividades artísticas, com destaque para a pintura, participações em salões, inúmeras exposições coletivas e individuais. Sobre a artista fala César Romero: Do sacro, ao profano. Da figura humana, ao cotidiano, dores e esperanças das pessoas simples, às cidades com suas construções e urgências. O que não muda é o trabalho com as cores. Quentes, vibrantes, muitas vezes alegres, outras, incisivas. Sua palheta não se restringe a poucos tons. Amarelos, azuis, vermelhos, verdes, cinzas e roxos se unem na busca pela melhor forma de expressão ou de tradução das emoções e conflitos comuns a cada um de nós...
Gil Mario é formado em Licenciatura de Desenho e Plástica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), já participou de 102 coletivas, 25 individuais em todo o Brasil. São 48 anos de artes plásticas e 36 de exposições. No texto de Edvaldo Boabentura: Gil Mário se revela a partir de sua terra. Tem exposto em outros lugares, mas sempre constrói a partir do ambiente de suas raízes e de sua gente. Desde cedo foi um vocacionado para a pintura, inclinou-se para o traço e para o manuseio nunca fácil do óleo. Ontem, com matérias edificava maquetes, hoje, com tintas e pincéis, recria o seu mundo ecológico de fauna e flora. Solta os pássaros na tela envolvidos nos talos das plantas. E de onde vêm esses pássaros? Só sabemos que eles chegam e continuam voando...
Com certeza será uma noite inesquecível, reunindo amigos e muita arte de qualidade.

Convite

O Restaurante VIVAS através de seus proprietários, Ana Lybia e Iran, convidam amigos e clientes para o vernissage dos artistas plásticos Gil Mário e Rosalice Azevedo, dia 14 de dezembro de 2011, quarta-feira, das 19 às 21 horas.
Curadoria: Ligia Motta
Endereço: Rua São Domingos, nº 865, Santa Mônica - Fone: 3616-3000
O restaurante permanece com o serviço normal a partir das 21 horas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Gil Mário e Rosalice Azevedo no Restaurante VIVAS

                                A nova fase  de Rosalice Azevedo
                                                                                                          
                                                  Árvore encapsulada do artista Gil Mário

Com a proposta de levar a arte até o público e diversificando os espaços tradicionais de exposições, o Restaurante Vivas, localizado na rua São Domingos, hoje um ponto prazeroso para degustar uma boa comida, proporcionará aos convidados e amigos, no dia 14 de dezembro, quarta-feira, uma exposição dos artistas plásticos Gil Mário e Rosalice Azevedo, com curadoria de Ligia Motta.
O espaço será preenchido com mais de vinte trabalhos de grandes dimensões, permitindo ao observador das artes, um momento de análise e motivador para reunir amigos e familiares.
Alguns trabalhos vão do figurativo ao abstrato proporcionando grande diversidade de informações artísticas. Com isto, os proprietários do Restaurante Vivas, Ana Lybia e Iran, resolveram compartilhar com o feirense uma noite cultural com requinte do chefe de uma da cozinhas mais festejadas.
O vernissage acontece das 19 às 21 horas, após este horário o Vivas volta ao funcionamento normal.

domingo, 20 de novembro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lembranças de Momentos da Carreira de Gil Mário

Foto 1: Noite de vernissage do grande artista Chico Anísio, na Época Galeria de Arte, em Salvador/BA

Foto 2: Artista Floriano Teixeira, com Alice Teixeira, no vernissage de Gil Mario, na Galeria O Cavalete em Salvador/BA

quarta-feira, 15 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

UEFS 35 Anos: Uma Construção Coletiva



Foto: Sra. Marisa Queiroz, esposa do homenageado Fernando Pinto de Queiroz e o Reitor José Carlos Barreto

É motivo de orgulho para qualquer professor, funcionário ou aluno, lembrar que fizeram parte da implantação da UEFS, participando da primeira aula inaugural proferida em 1976, graças ao Decreto 77496, publicado no Diário Oficial da União do dia 27 de abril, autorizando o funcionamento da nova instituição de ensino. Eu, Gil Mário de Oliveira Menezes e vários membros da minha família sentimos orgulho deste grande momento para Feira de Santana.
Reporto-me há 1969, quando o Dr. Geraldo Leite teve oficialmente a satisfação de ver publicado no diário oficial de 29 de novembro, o Decreto 21583, dispondo sobre a instalação da FUFS. Era governador do Estado da Bahia, Dr. Luiz Viana Filho. O aludido decreto no seu artigo 4, constituía uma comissão composta pelo Sr. Joaquim Vieira de Azevedo Coutinho Neto (representante da Secretaria de Educação do Estado da Bahia), Geraldo Leite e a professora Maria Cristina de Oliveira Menezes (primeira professora engajada neste processo de implantação da FUFS, fazendo parte da Comissão de Implantação, bem como do Conselho Diretor durante os dez anos da existência do órgão.
No dia 27 de abril de 1970, o então Governador Luiz Viana Filho nomeou o primeiro Conselho diretor constituído por: Áureo de Oliveira Filho, Edivaldo Machado Boaventura, Fernando Pinto de Queiroz, Geraldo Leite, José Maria Nunes Marques, Wilson da Costa Falcão e Yeda Barradas Carneiro. Logo após a instalação, Áureo Filho e Wilson Falcão renunciaram por ser candidatos a Assembléia Legislativa. Para as vagas, foram convocados os suplentes, Maria Cristina Menezes e Jorge Leal.
O mandato do Presidente da Fundação era de dois anos, permitida a recondução, por isso Geraldo Leite ficou por dez anos, até 1979, quando renunciou. Em 26 de janeiro de 1976, o Conselho Federal de Educação aprovou autorização para o funcionamento da Universidade ficando o dia 31 de maio como o início do ano letivo e instalação da UEFS.
O Decreto de Nomeação do Primeiro Reitor, em 1976, trazia o nome de Geraldo Leite: “Aquela manhã de sol, que nem parecia inverno, dividiu a história da cidade em duas fases: antes e depois de 31 de maio de 1976. Nascia a UEFS como um sol a iluminar a princesa do sertão”.
Na solenidade de inauguração, o Governador do Estado da Bahia, Roberto Santos, Ex-Governadores Luiz Viana e Antonio Carlos Magalhães, além de grande número de autoridades, professores e funcionários festejaram esta grande iniciativa.
Em função deste esforço realizado para a criação da Universidade, os professores empossados em 1969 (por tanto, a quarenta e dois anos) já mereciam o importante título de Professor Emérito. É uma homenagem que a universidade está a dever. Aliás, não são só estes dois professores merecedores desta honraria outros igualmente merecem estarem nesta importante lista de destaques. As homenagens em vida são as verdadeiras. “Em matéria de história e de justiça a verdade esta sempre em marcha e nunca falha”, mas pode chegar tardia como no caso do Dr. Fernando Pinto.
Quero aproveitar esta coluna para destacar os reitores desta Universidade por ordem de seus períodos de trabalho pelo engrandecimento da educação e cultura da cidade de Feira de Santana: Geraldo Leite, José Maria Nunes Marques, Yara Maria Cunha Pires, José das Silva Mello, Anaci Bispo Paim, José Onofre Gurjão Boavista da Cunha, José Carlos Barreto de Santana.
Destaco neste momento que Luiz Viana quando recebeu Geraldo Leite e o deputado Wilson Falcão pleiteando uma Faculdade (a idéia inicial) trazida pelos mesmos indicou que o povo de Feira merecia uma Universidade, a partir de então a classe política baiana da época, teve destaque indispensável nestes processos. Deputados, governadores e prefeitos como João Durval Carneiro se uniram aos idealizadores e seus sonhos de Universidade. Sem esta união nada seria possível. Negar estes fatos é não reconhecer o grande numero de abnegados cidadãos que trabalharam sem honorários durante os dez anos que antecederam a inauguração da UEFS...
Uma das histórias mais completas e documentadas destes fatos está no livro Reminiscências de Geraldo Leite.
E assim, a cidade de Sant’Anna deixa de ser do “Ciclo do Couro” e “Entreposto Comercial” e passa a brilhar com atual vocação de Cidade Universitária pela intensa proliferação de instituições de ensino superior.

domingo, 8 de maio de 2011

Gil Mario- 100x100 cm, ast. Vegetação Nordestina nº I, 2011

Artes Visuais: Cultura e Criação


A valorização das artes visuais, a cultura e criação, se fazem através de respeitáveis cursos a nível lato sensu, a exemplo do disponibilizado pelo SENAC com a chancelaria do MEC. Para conferir esta experiência e com intuito de reciclar os conceitos das novas tendências contemporâneas, mergulhamos na teoria e prática apresentadas pelos tutores do curso, que nos disponibilizaram rico material didático e induziram a constante pesquisa por campos in
stigantes e inovadores tanto para artistas visuais, como para críticos de arte. O trabalho de pesquisa além de possibilitar novos conhecimentos e novas técnicas através do conteúdo teórico nos induz a experiência prática direcionando a resultados por caminhos diversos, como montagem, fotografias, colagens, manipulação digital, intervenções em praças e jardins e uma linguagem própria e rica quanto à propriedade do avanço tecnológico disponibilizado para as artes visuais.
Nesta última semana do mês de abril foi realizada na Galeria do Conselho, anexo ao Palácio da Aclamação, em Salvador, uma exposição coletiva denominada “Imagens-in: percepções diversas” com trabalhos resultantes das investigações e experimentações dos alunos do Curso de Especialização em Artes Visuais: cultura e criação, à distância, do SENAC- Bahia, turma de 2010, com curadoria da professora Priscila Lolata e apoio dos demais professores Adalberto Alves de Souza Filho, Carol Barreto, Maria Ângela Sena Gomes Teixeira e Vital Péricles Amorim Lima, que tiveram a possibilidade ao lado dos momentos de análise coletiva pela diversidade dos trabalhos apresentados e que me parece de qualidade desejada pelas opiniões captadas durante o vernissage. Portanto até o momento tenho a indicar este tipo de atividade cultural e artística, para os amigos e profissionais que pretendem estar sempre atualizados com o novo momento vivido pelas artes visuais globalizadas já que a rapidez das informações midiáticas nos transporta das "aldeias" para Paris em um segundo.
“Este é o resultado dos estudos, pesquisas e atividades práticas que os ingressos na terceira turma do curso desenvolveram. A proposta curatorial para Imagens-in: percepções diversas, dentro de um vasto campo de produção, priorizou a coerência estética dos trabalhos com os temas que deram origem às obras. Para a seleção das obras foram observadas também a qualidade artística relacionada à investigação, ao conceito e à experimentação. Uma das pretensões da curadoria é dar maior visibilidade a esses profissionais que lidam com o campo das artes visuais, mostrando a heterogeneidade na formação e nos objetivos dos que fazem o curso. Sem reduzir a importância da diversidade, respeitou-se o processo criativo de cada aluno e busco
u-se evidenciar as potências da criação artística. Assim, não nos distanciamos de um cunho didático envolvendo a proposta dessa curadoria, tão pouco, da idéia de que esta exposição possa ser um momento de reconhecimento de esforços e experimentações que envolvem uma especialização em artes”, segundo a curadora da mostra professora Priscila. Visitação até 27 de maio, das 09h ás 17h30min.
Alguns momentos dos alunos do curso ao lado dos seus trabalhos no vernissage:


Matéria publicada dia 3/05/2011 no Jornal Folha do Estado na Coluna “Artegaleria” de Ligia Motta

terça-feira, 5 de abril de 2011

Carlo Barbosa em Foco





Foto: Momento histórico, Jorge Amado, Gilberto Gomes e Carlo Barbosa extraído do site de Gilberto Gomes
Foto: Feirense Eduardo Portella, escritor e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi Ministro da Educação e um grande mecenas de Carlo Barbosa
                                                                                                                                                     
Foto: "Flagelo de Lucas da Feira", ast, 240 x 150, 1987, do acervo do Museu Regional de Arte
O artista visual Carlo Barbosa (1945-1988), um detentor de extensa produção artística e respeito nacional em virtude de premiações, museus e galerias que participou, além de manter seu atelier no Rio de Janeiro. Quando morava em Feira de Santana era um colega de eventos culturais e sociais com um grupo de amigos como João Sérgio, Mário Tabarel, Eduardo Sampaio do Banco do Brasil, Redondo do Legoté, Léo Boca Preta, Moacir, Pedro Pernoite, Zé Coió e Fernandinho entre muitos outros das décadas de 60 e 70. Os encontros e reuniões no fim da noite na escadaria da prefeitura para bater papo e as boates, Caverna que foi de Modezil e a Espaçonave onde Carlinhos foi o design e idealizador da estrutura interna, segundo Zé Coió, funcionando atrás do restaurante Galo de Ouro e a Banda Trogloditas de Marcelo e Naron Vasconcelos são lembranças inesquecíveis.
Estas referências demonstram o afeto e admiração que tinha pelo cidadão e posteriormente pelo artista Carlo Barbosa quando foi para o Rio de Janeiro e teve o apoio do Ministro da Cultura, o feirense Eduardo Portela filho da professora Diva Portela. Lembro-me que de volta a Feira pintou para mim um macacão o qual abrimos a micareta do Clube de Campo Cajueiro. Este era Carlinhos, irmão de Conceição minha colega na Escola de Belas Artes da UFBA. Dr. Dival Pitombo diretor do Museu Regional de Feira de Santana, dizia com orgulho ter descoberto este talento das artes visuais, um dos poucos na década de 60. Talvez só Raimundo de Oliveira tenha antecedido as suas primeiras exposições.
Recentemente conheci uma irmã dedicada em preservar a memória artística de Carlinhos, Lucy Barbosa que vem desempenhando um belo trabalho à frente da Fundação Carlo Barbosa, inclusive envolvendo vários outros artistas feirenses beneficiados com suas ações.
Fui um dos primeiros a levantar bandeira em favor da obra de Carlinhos em Feira porque entendo que sua obra só é igualada ao grande Raimundo de Oliveira, artistas destacados antes da inauguração do Museu Regional de Arte há 44 anos.
A obra de arte e os artistas visuais notabilizados em Feira têm uma forte ligação com o museu. É a partir de então que surge arte pura, arte pela arte e Carlinhos é precursor desta geração. Com isto, quero dizer da importância do seu legado artístico e seu destaque entre os demais, sua vida termina sendo motivo de pesquisa como tantos outros. A vida e obra se confundem na elucidação dos motivos da criação. Vários exemplos se apresentam: Vincent Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, o nosso Raimundo de Oliveira (1930 – 1966) merecedor do livro “A Via crucis de Raimundo de Oliveira.”, onde fala da solidão, amargura e sofrimento além das aflições da vida. O escritor Jorge de Sena cita no texto que a “Policia avisou-me por telefone, que fora encontrado o corpo de Raimundo já em decomposição naquele hotel” Hotel São Bento em Salvador. Adiante, elogia dizendo que “foi um santo de casa que fez milagres maravilhosos”. E assim a vida e obra se misturam na busca pelo entendimento pleno. Neste mesmo livro, vários outros escritores se referem com carinho ao artista feirense como Antônio Celestino, Carlos Eduardo da Rocha, Edivaldo Boaventura, Eduardo Portella e Jorge Amado.
Outro exemplo de estudo vinculado à vida do artista é Vicent Van Gogh e o drama que o levou ao suicídio. Quando pintava “Os Girassóis” o mundo já estava escapando lentamente, mas inexoravelmente das mãos em desespero. “Talvez a superfície do quadro agitada, quase maníaca- reflita o estado de espírito do artista, que se aproximava do final trágico de sua vida breve”. Van Gogh terminou sua vida emocionalmente carregado, em 29 de julho de 1890, na cidade francesa de Auvers-sur-Oise.
São estas peculiaridades que muitas vezes estão ligadas diretamente a interpretação de uma obra prima para que o entendimento do tema, das simbologias e das pinceladas sejam justificadas na superfície pela de uma tela.
Dedico esta coluna a vida e obra de Carlinhos para não permitir que más interpretações distorçam minha intenção em valorizar um momento difícil do artista que soube tirar proveito das diversidades e produziu a obra prima do acervo do Museu Regional de Arte “O Flagelo de Lucas da Feira”.
Sinto-me honrado em manter por algum tempo esta obra, sob minha curadoria, como funcionário da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Obra que faço questão de priorizar, destacando o seu valor todas as vezes que leciono para alunos do Projeto “A Escola vai ao Museu” mantido pelo Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA).
Às vezes interpretações distorcidas em uma entrevista, suprimindo os justos elogios, podem causar mal entendimento ao leitor e ainda servir de gancho para outros críticos
por Gil Mário














sábado, 18 de dezembro de 2010

Folhagens




Gil Mário, 80x80 cm, ast, 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

50 Anos de Arte na Bahia por Matilde Matos


A crítica de arte Matilde Matos lançou no dia 18 de novembro de 2010, no Palacete das Artes Rodin Bahia, em Salvador, um dos mais importantes registros das artes plásticas nestes últimos 50 anos. Raimundo Oliveira, César Romero, Washington Falcão, Gil Mário, Juraci Dórea, Guache Marques e Caetano Dias são os feirenses que estão entre oitenta artistas baianos que compõem o livro “50 Anos de Arte na Bahia”.
A publicação com acabamento de luxo e impressa em papel couchê fosco, vem ocupar um lugar inédito na literatura das artes na Bahia, que não possui nenhum outro título ilustrado sobre o tema. O trabalho é da Editora baiana EPP.





segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Arremessador de Peso



A escultura “Arremessador de Peso” foi criada como trabalho da Pós-Graduação em Artes Visuais: Cultura e Criação do SENAC

Arte Comestível 2010

Trabalho apresentado na Exposição Arte Comestível em Salvador-Bahia, no dia 16 de outubro de 2010, no Atelier Leonel Mattos. Comemoração do Dia Mundial da Alimentação

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O elogio da Natureza na Pintura de Gil Mário

“... É como se uma presciência lhe desse um sentido exato dos motivos sem a necessidade de desenhá-los. A relação dialética entre os elementos plásticos: as linhas, as cores magistrais, as formas e os brancos na vegetação onde os pássaros se escondem, é atraente, equilibrada, assegurando a qualidade e preservando o encantamento da natureza nas plantas e pássaros do sue belíssimo semi-árido.” (Matilde Matos, Salvador/2000)


Gil Mário por Edivaldo M. Boaventura
Saudação
O professor Gil Mário de Oliveira Menezes entra, nesta Academia, como se fosse o prolongamento natural da casa de seu avô Áureo Filho e de sua mãe a professora Maria Cristina, a nossa querida Marinita.
A destinação para o ensino começou bem antes do seu nascimento. Sim, nascido e criado em uma família de educadores, você aceitou o chamado para o ensino e para as artes.
Em linha direta, são três gerações de educadores que se encontram nesta noite e que se sucedem: Áureo de Oliveira Filho, seu avô, um dos nossos patronos; Marinita, sua progenitora, uma das fundadoras deste sodalício; e, agora, você, Gil Mário, é o recipiendário, aquele que ingressa em um sodalício, esperado e confirmado pela eleição que consagra.
Todos três, avô, filha e neto, estão presentes nesta Companhia.
Todos três são cidadãos prestantes da comunidade feirense e construtores de sua educação.
Vejamos a primeira geração. Com a criação do Colégio Santanópolis, Áureo Filho firmou um marco indelével da educação secundária, formando gerações de jovens e atraindo alunos de toda a Bahia.
A bem dizer, com o Santanópolis de Feira, o Colégio Evangélico do Município de Wagner, o Colégio Taylor Egídio de Jaquaquara, o Ginásio Municipal de Ilhéus e o Clemente Caldas de Nazaré pontuou-se, pioneiramente, de estabelecimentos de ensino médio as interioridades.
O ensino médio concentrava-se até então, em Salvador, sendo que de 1836, com o Liceu Provincial, até 1947, quando começaram os ginásios de bairro , contávamos apenas com um único colégio público secundário na Bahia, o Ginásio da Bahia, além das Escolas Normais.
Como é notório, antes do Santanópolis, o governo Góes Calmon criou a Escola Normal, em 1925, em Feira. Contribuição importante para a formação de professores primários, era prefeito Arnaud Silva.
A propósito examinei uma dissertação de Mestrado em Educação sobre a Escola Normal e as normalistas, do professor Antônio Roberto Seixas da Paixão da Uefs, intitulada Mestras do Sertão (1999)
E bem antes da Escola Normal e do Colégio Santanópolis tivemos as escolas públicas do ensino fundamental e de primeiras letras, no final do século XIX e início do XX, demonstração da política de educação da República. O imponente prédio da antiga Escola Normal, onde hoje funciona o Centro Universitário de Cultura e Arte ( Cuca ), atesta a importância que foi dada à educação primária , como também os edifícios das Escolas Maria Quitéria e João Florêncio Gomes. Construções ligadas às administrações municipais de Agostinho Fróes da Mota e Bernardino Bahia.
Dentre as muitas professoras do início do século XX, destacava-se a exímia Isaura Paiva, que presenteou meu pai com a famosa obra do conde de Afonso Celso , Porque me ufano do meu país , em 26 de novembro de 1915. O título do livro foi responsável pelo tão falado ufanismo brasileiro.
O Ginásio Santanópolis elevou o nível intelectual e quebrou a monotonia educacional da cidade com a presença agitada e irrequieta dos estudantes. A partir de trinta, passou de ginásio a colégio com a última reforma Capanema. Inovou no ensino e estimulou a cultura de diversas maneiras. Lembre-se que a primeira exposição do pintor feirense Raimundo Oliveira foi no Santanópolis, antes da realizada no saguão da Prefeitura Municipal em março de 1951.
As escolas públicas republicanas, a Escola Normal e o Colégio Santanópolis são registros da memória e indicações de pesquisa para a história da educação da Feira. História não tão somente das instituições, mas também das lideranças, cujos nomes patrocinam as cadeiras desta Academia.
Poucos fizeram tanto pela educação, em Feira, como Áureo Filho, estendendo a sua luta pelo ensino onde estivesse, em nossa terra, em Salvador, na Assembléia Legislativa da Bahia, na presidência do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino e, principalmente, na criação da Universidade, iniciativa do governador Luiz Viana Filho, em resposta à inquietação comunitária de base.
Dando continuidade à tradição educacional familiar, no seio da qual nasceu Gil Mário, a elite intelectual da época participou do magistério do Santanópolis. Assim, sublinho o esforço das professoras Edelvira Oliveira, no ensino do Português, e Hermengarda Oliveira, no Desenho e Trabalhos Manuais. Recordemos Dival Pitombo, em História, Gastão Guimarães, em Língua Portuguesa, Pedro Américo, em Francês, Honorato Bonfim e o Joselito Falcão Amorim, em Matemática, um dos nossos titulares. Sucedeu ao professor Áureo Filho, na direção do colégio, o seu filho Evandro Oliveira e a professora Cleoilda Oliveira. O Colégio funcionou de 1933 a 1983, meio século de serviço à educação.

Minhas Senhoras e Meus Senhores
A segunda geração personifica-se na professora Maria Cristina de Oliveira Menezes, licenciada em História Natural, pela Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia, aluna dos professores Jones Seabra, de Zoologia Animal Comparada, Alexandre Leal Costa , Cora Pedreira e de outros mestres da Biologia .
Ensinou e dirigiu colégios em Salvador e integrou o corpo docente da Faculdade de Formação de Professores, dita Faculdade de Educação de Feira de Santana, uma das quatro escolas superiores estaduais criadas para formar professores em Vitória da Conquista, Alagoinhas e Jequié. Pelo governo Luiz Viana Filho, na gestão do secretario Luiz Navarro de Brito. Com essas quatro faculdades, iniciava-se a interiorização da educação superior estadual.
Implantados os Cursos de Letras e de Estudos Sociais, restava, contudo, a instalação do Curso de Ciências, coordenado pela professora Maria Cristina Menezes, quando assumi a Secretaria de Educação e Cultura , em 1970. Mas para que funcionasse o Curso de Ciências era indispensável o Laboratório. Trabalhamos juntos, a coordenadora do curso, professora de Biologia , e o secretário de Educação , para fazer funcionar o Curso de Ciências . Autorizei à coordenadora que fosse a São Paulo adquirir o Laboratório, na Funbec, fundação vinculada à UNESCO, com a assessoria da professora Julieta Armstrog.
Marinita fez tudo da melhor maneira possível. Assim, a Faculdade de Educação de Feira de Santana recebeu o primeiro Laboratório de Ciências, moderno e completo. Diligenciamos para que o Curso de Ciências e a Faculdade contassem com os recursos exigidos para funcionar. A sua experiência no ensino das Ciências e o conhecimento especializado de Biologia asseguraram o pleno êxito do Curso.
Anos depois, quando voltei do estágio e pesquisa no Instituto Internacional de Planejamento da Educação (IIPE) , na França, Marinita me comunicou que eu tinha sido escolhido paraninfo da primeira turma do Curso de Ciências da Faculdade de Educação, sendo o orador o atual secretário de Educação da Feira, meu prezado afilhado de formatura e confrade José Raimundo Azevedo, uma das lideranças educacionais que integra este sodalício.
Confreiras e confrades,
Com Gil Mário, manifesta-se a terceira geração de uma família compromissada com o ensino. Consciente dessa bela trajetória familiar e institucional de busca da causa da educação em nossa terra, tomei a iniciativa de propor o professor Gil Mário de Oliveira Menezes para membro do nosso grêmio, levando em consideração a experiência com os problemas do ensino e os seus longos anos de magistério, combinados com a sensibilidade para as artes plásticas. Educação mais uma vez e sempre com cultura. Proposta aceita pelos confrades, elegemos Gil Mário para a cadeira de número 21.
Gil Mário principiou o magistério com a disciplina de Desenho, no Centro de Educação Técnica da Bahia (Ceteba), em 1970. Tinha 23 anos. Soma, portanto, quarenta anos de experiência docente, dos quais trinta e quatro na rede estadual do ensino médio. Não somente Gil Mário, mas também a sua prima Ludmila de Oliveira Holanda Cavalcante pertence à terceira geração dos descendestes ilustres de Áureo Filho. Ludmila com atualíssima tese de doutorado em educação , que examinei, contribuiu para a pedagogia da alternância da família-escola no semi-árido de Monte Santo.
Com a implantação dos ginásios polivalentes, Gil Mário foi selecionado para realizar a Licenciatura em Educação Física, em Recife, na Universidade Federal de Pernambuco, visto que a Bahia não possuía a época curso superior de Educação Física. A participação no Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio (Premen) exigia que todos os seus docentes fossem habilitados em licenciaturas.
Além da graduação em Educação Física é também licenciado em Desenho e Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), atendendo à sua inclinação para às artes , em especial , para a pintura . Presentemente, cursa a pós-graduação em Artes Visuais, Cultura e Criação.
Depois dos anos de experiência docente em Salvador, veio ensinar em Feira. Como diplomado em Educação Física, o seu nome constou da relação dos professores propostos para o processo de autorização de funcionamento da Uefs, pelo então Conselho Federal de Educação. Quando do exame do processo, o relator conselheiro Newton Sucupira, destacou-o por ser professor formado de Educação Física formado por uma Universidade Federal. Dessa maneira, o seu nome foi aprovado como professor titular fundador da Uefs e assim começou o magistério superior, juntando os anos de experiência com o ensino médio.
Como seu avô, Áureo Filho, que tanto lutou pela Universidade, no exercício de sua reconhecida liderança, igualmente como sua progenitora, Gil Mário serve á UEFS como professor e incentivador das artes, realizando um trabalho excepcional de promoção artística da maior importância para a comunidade.
Há 34 anos que Gil Mário trabalha na Universidade , ensinando, pesquisando e promovendo-a de diversos modos, com exposições, artigos e vários estudos. A competência e a sensibilidade artística alinham-se a experiência docente para o serviço da comunidade. Múltiplas têm sido as designações e iniciativas das quais podemos destacar algumas.
Assumiu a assessoria cultural do Cuca e participou da implantação da Galeria de Arte Caetano Veloso, em Santo Amaro, transformada depois em Museu. Participou do intercâmbio entre o Museu de Arte Moderna e o Museu Regional de Arte de Feira, do qual resultou a exposição da famosa coleção dos artistas ingleses em Salvador. Assim compõe a Academia de Letras e Artes e o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana
Intensas têm sido as suas atividades como crítico de arte nos jornais NoiteDia e jornal Folha do Estado da Bahia com inúmeras realizações na área das artes plásticas , participando de exposições individuais e coletivas.
Como observei em uma de suas exposições, Gil Mário sempre foi um inclinado para as artes plásticas. Desde muito cedo que desenha e constrói com linhas e ângulos. Ao artesanato das maquetes, acrescentou a técnica do desenho e os segredos da plástica, que cada dia mais aperfeiçoa para atingir o ponto da possibilidade que emociona. Assim, experiências concretas e precoces manifestações engendraram o artista que cada vez mais se revela no traço, na forma do objeto, na figura, enfim, que sabe tão bem construir. É conhecedor das angulações suaves, bem sombreadas, matizadas e jogadas com estilo. Firmou-se como um notável figurativista.
A pintura de Gil Mário é bem característica e inconfundível com manifestações surrealistas, como notou o crítico Carlos Eduardo da Rocha. Com a temática da flora e da fauna, de aves e plantas, faz o encontro maravilhoso desses dois mundos e chega, com igual perfeição, à figura humana.
Mas o bom, o excelente mesmo de sua pintura é saber conquistar o espaço com cores harmônicas como o rosa e o verde em tons combinados, com asas e palmas que se harmonizam para formar o conjunto nuclear do seu trabalho . Asas e palmas que se espalham num espaço que ele cria e recria com uma pintura que cada vez mais se afirma pelo trabalho e pelas buscas constantes.
Meus caros senhores,
O ingresso do professor Gil Mário Menezes, na nossa Companhia, é o reconhecimento pela sua já longa experiência docente, tanto no sistema estadual do ensino como na Universidade. Principiou como professor de Desenho e de Educação Física e transcendeu o magistério com o brilho, o talento e as cores das suas obras de arte como pintor e promotor da cultura.
A Academia de Educação de Feira de Santana, confirmando o reconhecimento de valores, recebe o professor Gil Mário, herdeiro de expoentes de nossa educação e fomentador de novos cenários marcados com a centelha da criação artística.
A cidade tem se distinguido com a criação dos seus monumentos em homenagem a Georgina de Melo Erismann e ao Caminhoneiro. Gil Mário enche de novas formas e confirma de branco o vazio dos espaços urbanos.
È incrível como maneja o pincel e a sala de aula. Escreve a coluna e pinta suas plantas e seus animais. A sua escolha é uma homenagem ao seu marcante talento artístico combinado com as evidências pragmáticas do docente experiente.
Professor e pintor se complementam se harmonizam no mistério da criação, na combinação das cores e dos tons. Diria mesmo que é um privilégio poder tê-lo conosco em nossa Companhia. Venha, pois, meu caro amigo, já de muito que o esperamos e traga a sua Lígia e os seus três filhos, Alexandre, Catarina e Sunny.
Prezado acadêmico Gil Mário Menezes,
Esta é uma noite inigualável, única, singular. É o momento epitânico da chegada ao sodalício pedagógico da cidade. A Academia de Educação cultiva ao mesmo tempo o passado pelo exercício da memória e o futuro pela universalização do ensino em todos os níveis.
Como somos universitários, estrategicamente, formamos profissionais para o ensino infantil, fundamental, médio e superior, para todos os níveis e tipos de ensino formal, não-formal até mesmo para o informal a cargo da família, da profissão e da religião.
Devemos aumentar a escolaridade da faixa etária dos 17 aos 24 anos, ainda muito baixa na Bahia e no Brasil. A universalização da educação superior é uma determinação democrática deste século. Não mais a discussão se educação superior de elite ou de massa, mas educação superior para os da faixa etária correspondente
Enfim, é preciso ensinar tudo a todos, como prescreve Comenius.
Tudo o que você tem a fazer de agora em diante é acomodar-se na cadeira de número 21, patrocinada pela inteligência realizadora de Luís Viana Filho, que contribuiu enormemente para o crescimento moral e material de nossa Feira. Basta lembrar que ele decidiu criar a Uefs, confirmando antigo e acalentado desejo comunitário.
Sentando-se ao lado de colegas e professores, hoje, seus confrades, ficará mais uma vez próximo dos estímulos e dos carinhos de sua queridíssima mãe, nossa companheira Marinita.
Abracemos os dois acadêmicos, mãe e filho, na explosão da alegria, do contentamento e da convivência acadêmica.
Meu prezado Gil Mário, você ingressa, na Academia, como se fora a extensão de sua casa materna.
Seja bem vindo.
Bem haja.
Grato pela presença e mais ainda pela atenção.

Feira de Santana, 04 de agosto de 2010.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Novos acadêmicos na ACEFS

Dr. Luiz Viana Filho patrono da Cadeira de nº 21
A Academia de Educação de Feira de Santana, através de sua Presidente a professora Anaci Bispo Paim e do Vice-Presidente Dr. Geraldo Leite, convidam para a cerimônia de posse e diplomação dos seus novos Acadêmicos, o professor José Lima de Menezes, que ocupará a Cadeira número 10 a qual pertencia ao Dr. Fernando Pinto de Queiroz, hoje patrono da cadeira número 22. A Cadeira 21, criada recentemente, e homenageia o ex-governador da Bahia (1967) Dr. Luiz Viana Filho como patrono. Com fortes ligações com a cidade de Feira de Santana, ele deu o pontapé inicial para a criação da Fundação Universidade de Feira de Santana – FUFS, quando em 1969 fez publicar no Diário Oficial da Bahia o decreto nº 21.583 de 28 de novembro, sendo o primeiro decreto para o planejamento de uma universidade na cidade. Em seu artigo 4 constituía uma comissão composta pelos senhores Joaquim Vieira de Azevedo Coutinho Neto, Geraldo Leite e Maria Cristina de Oliveira Menezes para elaborar o ante-projeto da implantação da Fundação. “Hoje uma das mais expressivas Instituições de Educação Superior da Bahia e do país”.
É para esta Cadeira de nº 21 que eu, Gil Mário de Oliveira Menezes, terei a honra de ser diplomado no dia 04 de agosto de 2010, às 19h30min, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana na Praça Monsenhor Renato Galvão.



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gil Mario- "Sao Francisco de Assis", 100 x100 cm , ast , 2010 Coleção Bahia de Todos os Santos

A Teoria de Importantes Artistas Plásticos

Guernica, Pablo Picasso, 1937
A cada tempo as artes e a cultura registram ou expressam a evolução do homem, demonstrando que nos tornamos humanos, no sentido de sermos diferentes dos animais, pois, “somos capazes de transformar com criatividade o mundo em que vivemos”.
A arte coloca questões ao mundo, joga perguntas para as quais não há uma resposta pré-determinada, considerada certa, única. “Cada ser humano, cada indivíduo, reage aos estímulos da arte de forma particular e especial, de acordo com sua idade, experiência, sensibilidade, cultura e informação”. É um exercício de liberdade. É a linguagem da vida.
A busca pela liberdade plena surge com a prioridade da ideia sobre a técnica da produção. Dizem alguns críticos que Marcel Duchamp foi influente neste processo de liberdade, pois expôs uma roda de bicicleta presa a um banco em 1913 e declarou “a arte é um olhar amoroso sobre a vida”.
Os pensadores não param mais: Pablo Picasso (1881 – 1973) disse que “seus quadros eram páginas de seu diário, testemunhando a relação íntima entre a criação e a vida”.
O pintor Kandinsky (18866 – 1944) foi inovador quando optou pela pintura livre da preocupação figurativa e Miró (1893 – 1983) pretendia “expressar com precisão todas as fagulhas douradas que a alma solta”.
No Brasil, a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, estabelece um tempo de liberdade total de criação, de pesquisa, de novos materiais, “de rompimento das regras já estabelecidas, de independência do realismo e da cópia da natureza”.
Na escultura, Alexandre Calder (1898 – 1976) criou os movimentos (móbiles ou stábiles). A partir de então as manifestações estéticas se alternam entre o fazer artístico e o conceito dos intelectuais: fouvistas, futuristas, cubistas, construtivistas, expressionistas, dadaístas, abstracionistas, concretistas, minimalistas e os que apresentam apenas conceitos, a ideia em direção da liberdade. No nosso estado, Bahia, a abstração formal (que lembra a forma) predomina.
O ponto de fuga das linhas da liberdade artística continua sendo o objetivo atual das artes plásticas em todo o mundo globalizado. Só não concordo com “all is pretty- tudo é bonito”, pois até na criação artística existe conceito de beleza e equilíbrio.







domingo, 6 de junho de 2010

Santo Antônio de Pádua

Santo Antônio (1195-1231)
Fernando era o seu nome de batismo, mas como Franciscano se tornou Santo Antônio de Pádua. Único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões e Taveira de Azevedo. Conheceu, em 1221, São Francisco de Assis, seu mestre inspirador, um homem que falava com os bichos.
O Papa Gregório IX, o apelidou de “Arca do Testamento”. Em 1231, prega em Pádua a famosa quaresma, considerada o momento de refundação cristã da cidade. Suas últimas palavras: “Estou vendo o meu Senhor”.
O Papa Pio XIII declarou Santo Antonio Doutor da Igreja com o titulo de Doutor Evangélico. Ele dizia que “Deus é pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs e a paciência é o baluarte da alma ela a fortifica e defende de toda a perturbação”.

domingo, 23 de maio de 2010

Coleção "A Bahia de Todos os Santos"- Obra "São Cosme e São Damião"



" Acta e Passio, nomes verdadeiros de Cosme e Damião, foram irmãos – acredita-se que eram gêmeos – nascidos na Arábia no século IV. Desde muito jovens os irmãos tiveram tendências para a medicina, chegando a exercê-la quando adultos. Muitas fontes afirmam que eles estudaram medicina, outras apenas que eles a praticaram, mas todas afirmam que os irmãos não cobravam por isso. Com pais cristãos, usavam a cura como mecanismo de evangelização e caridade, levando aos doentes as palavras e ensinamentos cristãos. Por conta de seus conhecimentos científicos aliados à fé e aos ensinamentos, suas curas eram vistas como milagres. Por esse motivo, foram perseguidos e assassinados por ordem do imperador Diocleciano – um grande perseguidor da doutrina cristã da época, por feitiçaria e associações com o demônio.
Mandou que fossem barbaramente torturados por negarem-se a aceitar os deuses pagãos. Condenados à morte, resistiram milagrosamente a pedradas e flechadas. Em seguida, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles.
Com sua morte os gêmeos se tornaram mártires e mais tarde santos, sendo nomeados pela Igreja Católica como São Cosme (que significa “o enfeitado”) e São Damião (”o popular”), num dia 27 de setembro, data em que se comemora o seu dia. Por associação, são os santos protetores dos médicos, farmacêuticos, gêmeos e crianças (nenhuma fonte é exata ao justificar esse último, dizem apenas que eles eram bons com as crianças).
No sincretismo religioso Cosme e Damião são os orixás Ibeji, filhos gêmeos de Xangô e Iansã, divindades protetoras do parto duplo, amigos das crianças e responsáveis por agilizar qualquer pedido em troca de doces – daí um outro costume que é o de distribuir doces para crianças no dia 27 de setembro. Os sete meninos”

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ocupação Artistica na Feira de São Joaquim

Trabalho de Gil Mário no projeto “Ocupação Artística na Feira de São Joaquim", em Salvador. Evento realizado em 14/05/2010, com curadoria do artista plástico Leonel Mattos.

Junto ao povo, as artes plásticas, cultura e educação se completam.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

    Vitrine das Artes no Boulevard Shopping

A equipe do Boulevard Shopping estando à frente Viviane Freire, Silvana Monteiro e Ludmila de Oliveira produziram com competência mais uma significativa exposição de artes plásticas, a exemplo da exibida no Green Ville, sob os cuidados de Edson Piaggio. Artistas como César Romero, Juraci Dórea, Luís Humberto de Carvalho e Gil Mário foram convidados pelo empresário Edson Piaggio para produzir cinco trabalhos cada com o objetivo de expor para o grande público do Boulevard Shopping o que fazem de melhor. Com isso foi servido um coquetel de lançamento no dia 17 às 19 horas, dando início à mostra que ficará em exposição durante oito dias.
Segue alguns instantâneos do momento da abertura da mostra.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quatro Vitrines Feirenses no Boulevard Shopping

Gil Mario- "Vegetação Brasileira XI", 100x100cm, ast, 2010

O Boulevard Shopping Feira abre dia 17 de março, às 19 horas, mais uma “Vitrine da Arte Boulevard”, com a exposição “Quatro Vitrines Feirenses”. Nesta 2ª edição do projeto participam os artistas Luiz Humberto de Carvalho, César Romero, Juraci Dórea e Gil Mário, com cinco obras de cada, entre esculturas e pinturas apresentando o que fazem de melhor nestes últimos 40 anos de profissão. Foram convidados pela extensa carreira profissional, testada em centenas de exposições e representando constantemente as artes plásticas na cidade de Feira de Santana e em outras plagas.
Luiz Humberto também curador da mostra é feirense de nascimento e arquiteto de profissão. Atualmente, agrega o que aprimora desde 1950 como atividade nata: as artes plásticas. Suas esculturas inovadoras engrandecem parques, jardins e museus nacionais. César Romero é médico, escritor e crítico de arte da ABCA. Mas é como autodidata nas artes plásticas que transmuta a Bahia em linha, forma e cor. Feirense desde 1950 fez suas “Faixas Emblemáticas” tramitar nacionalmente e internacionalmente entre galerias, museus e espaços culturais do mundo. Gil Mario é feirense há 62 anos e teve sua formação acadêmica através da Escola de Belas Artes da UFBA. Ostenta em seu currículo 24 exposições individuais e 95 coletivas. Seu trabalho mais importante é o “Monumento ao Caminhoneiro” em Feira de Santana. Juraci Dórea é feirense de nascimento (1944) e diplomado em Arquitetura pela UFBA. Como artista plástico, atua profissionalmente desde a década de 60. Sua forte ligação com o sertão prioriza formas da civilização do couro, marca registrada nos trabalhos espalhadas nos quatro cantos do mundo artístico, onde importantes premiações valorizam sua obra.
Uma bela iniciativa da equipe do Boulevard Shopping que sempre está valorizando o feirense com cultura, arte e lazer
 Publicado no Jornal Folha do Estado
Coluna Artegaleria de autoria de Ligia Motta/ Feira de Santana/2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Monumento a Georgina Erismann




Foto de ACM: Monumento a Georgina Erismann, de autoria do artista plástico Gil Mário

Esta escultura, intitulada “Liberdade de uma poetisa” pelas formas de asas alçando vôo, registra a criação mais enaltecida de Georgina quando elaborou o Hino a Feira de Santana.
Uma homenagem idealizada pelo Prefeito José Ronaldo de Carvalho que foi plantada na Avenida João Durval Carneiro no dia 02 de dezembro de 2008 em frente ao Shopping Boulevard demonstrando que Feira tem memória e retribui aos seus benfeitores, dando exemplo para futuras gerações.
O projeto é do artista plástico Gil Mário e tem as seguintes dimensões: altura 5.60m x largura 2.00m x comprimento 1.10m. Constam na parte inferior da escultura o Hino a Feira de Santana e o nome Georgina Erismann vazado na chapa.
Em 1927, Georgina formou-se em Magistério, sendo designada professora de música e canto da Escola Normal de Feira de Santana onde hoje, o prédio de 1916, instala o Museu Regional de Arte. Das atividades artísticas, consta a formação de um coral composto de alunas que em datas comemorativas faziam apresentações cantando hinos e composições da musicista. Já em 1928 faz o lançamento do hinário, e distribui com as alunas apresentando no primeiro aniversário da Escola Normal, sob sua regência o hino a Feira. As datas cívicas eram sempre comemoradas com sua participação.
Poetisa, declamadora, musicista, compositora, professora, pianista natural de Feira de Santana, filha de Camilo de Mello Lima e Leolinda Barcelar de Mello Lima. Georgina nasceu em 27 de janeiro de 1893, recebendo o nome na pia batismal de Georgina de Mello Lima.
Ao contrair matrimônio – 1926 – com o engenheiro Walter Tudy Erismann um dos hospedes da famosa Pensão Universal de seus pais, passa a assinar o nome artístico de Georgina Erismann. Coincidentemente o casamento foi realizado em oratório particular na residência da família Fróes da Motta tendo como padre Mário Pessoa – o casarão recentemente recuperado foi restaurado pela Fundação Senhor dos Passos e entregue ao feirense em noite festiva e admirável (2008).
O edifício Mandacaru, na Rua Conselheiro Franco era onde funcionava a antiga Pensão Universal. Outro prédio importante em sua trajetória artística foi o Cine Teatro Santana, localizado na Rua 24 de Maio esquina com a Rua Conselheiro Franco. Possuía um bom palco, camarins e vários camarotes. Nele foram exibidos grandes filmes. Várias apresentações filarmônicas, companhias teatrais, artistas da terra, campanhas políticas e etc.
Um sonho de Georgina, a Escola de Música já consolidada é transferida para o Ginásio Santanópolis onde aconteceu um ato solene no dia 01 de agosto de 1939.
Um festival magnífico pela variedade, pelo valor e pela excelente execução dos números, solenizou a instalação da Escola Oficial de Música de Feira no bem reputado estabelecimento de ensino que era o Ginásio Santanópolis.
Georgina teve que se transferir para o Rio de Janeiro e ao despedir-se proferiu um discurso solene onde faz alguns agradecimentos; em determinado trecho diz: “obedecendo ao destino, dentro de alguns meses terei de partir. E, nesta emergência de pleno acordo com a Diretoria do Instituto de Música da Bahia, convidei o nosso ilustre conterrâneo, Dr. Áureo de Oliveira Filho para substituir-me na direção da Escola de Música de nossa terra. Feirense entusiasta, espírito fulgurante, animador de todas as manifestações culturais, talento propenso aos grandes acometimentos e empresas audaciosas, tendentes ao engrandecimento de nossa Terra, julgo que foi muito bem escolhido o Dr. Áureo de Oliveira Filho para Diretor da Escola de Música.” Desta forma, Georgina se despede de Feira de Santana.
Essa pesquisa teve como fonte o Livro do escritor Carlos Alberto de Almeida Mello. A homenagem deve-se a persistência do Prefeito José Ronaldo de Carvalho em registrar e resgatar a memória das ilustres personagens feirenses que contribuíram para o engrandecimento desta Terra.

Por Ligia Motta
Critica de Arte do Jornal Folha do Estado/2008

terça-feira, 2 de março de 2010

O AFRO-BRASILEIRO NA PINTURA DE GIL MÁRIO


O artista plástico Gil Mário vem apresentando nas últimas exposições individuais, coleções temáticas por sugestões de galeristas, ou por necessidade de materializar o resultado das pesquisas envolvendo religiosida-de, forma, criatividade com característica própria e inédita.
Gil evolui, a cada conjunto apresentado, surpreendendo a crítica e destacando-se quando concorre a sele-ções públicas, como no caso da Caixa Cultural em Salvador, e agora em São Paulo-SP, na próxima exposição individual de número 21, além das 82 coletivas, sem fugir da maneira peculiar da abstração formal, a qual vem pontilhando sua criação pictórica.
Os projetos da Caixa Cultural são pleiteados por mais de mil artistas por espaço. De certa forma, os contem-plados são duplamente valorizados: pela intensa busca de seus concorrentes e pelo reduzidíssimo número de artistas selecionados.
Esta exposição que será realizada na Caixa Cultural, consta de 25 trabalhos distribuídos em telas de 50x50cm até 100x100cm, demonstrando o amadurecimento da criação plástica do artista, onde revela versatilidade e profusão de movimentos no colorido preferencial, envolvendo simbologias do sincretismo religioso afro-brasileiro, de maneira pós-modernista e sem o estereotipo das figuras tradicionais do Candomblé baiano. Certamente, marcará o estilo de maneira madura de um artista que versou sobre inúmeros temas durante seus 31 anos de exposições, o que poderia até, ter dificultado a identidade artística de sua obra.
Gil Mário tem sua base de produção “Atelier” em Feira de Santana, onde reside há 50 anos. Sendo um a-mante da cultura na cidade, tornou-se fundador do Instituto Histórico e Geográfico como membro do Con-selho Fiscal e da Academia de Letras e Artes. Dirige o Museu Regional de Arte e em 2005 recebeu o título de Ordem Municipal do Mérito de Feira de Santana, como membro regular, na classe de Oficial. É professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana desde a sua fundação em 1976.
Este é o momento de um incansável batalhador cultural, quando se refere à valorização das artes plásticas em Feira e no estado da Bahia.
LÍGIA MOTTA
Crítica de Arte do Jornal Folha do Estado da Bahia
Feira de Santana/2006